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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

NATAL DE QUEM? pergunta a Manuela

A minha colega e amiga Manuela mandou-me o seguinte poema, dizendo, no fim do seu e-mail:

"O meu mais belo poema de Natal.

Vamos transmitir aos mais novos o que celebra o Natal, ainda estamos a tempo!!!"

Obrigado, Manuela! Vamos a isso!

Para quem não crê no Deus-Menino, proponho que o tome metaforicamente, por exemplo, como o Ambiente que sempre se dispõe a receber-nos de braços abertos.

NATAL DE QUEM?

Mulheres atarefadas

Tratam do bacalhau,

Do peru, das rabanadas.

- Não esqueças o colorau,

O azeite e o bolo-rei!

- Está bem, eu sei!

- E as garrafas de vinho?

- Já vão a caminho!

- Oh mãe, estou pr'a ver

Que prendas vou ter.

Que prendas terei?

- Não sei, não sei...

Num qualquer lado,

Esquecido, abandonado,

O Deus-Menino

Murmura baixinho:

- Então e Eu,

Toda a gente Me esqueceu?

Senta-se a família

À volta da mesa.

Não há sinal da cruz,

Nem oração ou reza.

Tilintam copos e talheres.

Crianças, homens e mulheres

Em eufórico ambiente.

Lá fora tão frio,

Cá dentro tão quente!

Algures esquecido,

Ouve-se Jesus dorido:

- Então e Eu,

Toda a gente Me esqueceu?

Rasgam-se embrulhos,

Admiram-se as prendas,

Aumentam os barulhos

Com mais oferendas.

Amontoam-se sacos e papeis

Sem regras nem leis.

E Cristo Menino

A fazer beicinho:

- Então e Eu,

Toda a gente Me esqueceu?

O sono está a chegar.

Tantos restos por mesa e chão!

Cada um vai transportar

Bem-estar no coração.

A noite vai terminar

E o Menino, quase a chorar:

- Então e Eu,

Toda a gente Me esqueceu?

Foi a festa do Meu Natal

E, do princípio ao fim,

Quem se lembrou de Mim?

Não tive tecto nem afecto!

Em tudo, tudo, eu medito

E pergunto no fechar da luz:

- Foi este o Natal de Jesus?!!!

(João Coelho dos Santos

in Lágrima do Mar - 1996)


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Estou vivo

Olá a todos e a todas

Muito trabalho, pouco tempo disponível mas já estou inscrito no Conectando Mundos e também vou ao encontro de professores.

Espero encontrar muitos amigos e amigas e conhecer novos e novas participantes.

Sempre (quase) ao dispor

Joaquim

Algumas perguntas, Algumas respostas Proposta didáctica Conectando Mundos

1. O conceito de Cidadania Global é um modernismo relativamente ao de Cidadania?
Não. Para uma sociedade que é hoje diferente do que era no início do século XX, é necessário reinventar o conceito de cidadania. O conceito de Cidadania Global não é significativamente diferente do conceito de Cidadania, continua a representar um vínculo entre o indivíduo e a sociedade, mas vivido numa multiplicidade de escalas de relação.

Esta relação é, por um lado interna ao próprio indivíduo, uma vez que um cidadão é hoje sujeito de várias identidades e a aprendizagem da ligação entre várias identidades é essencial para que este se possa sentir uno e possa fazer as suas escolhas em cada situação. Por outro lado, é uma relação entre territórios de conhecimento e de pertença, onde cada um não pode já só conhecer a comunidade onde vive, mas sim participar no mundo, ter consciência da complexidade da realidade onde vivemos e das interdependências entre o local e o global, entre individual e colectivo.

2. Qual a diferença entre Formação Cívica e Educação para a Cidadania Global (ECG)?
Existem algumas diferenças. Realçamos duas. Por um lado, a ECG é mais abrangente, não se limita ao conhecimento dos direitos e dos deveres do cidadão, não é contida em fronteiras rígidas relacionadas com os países e que já não correspondem ao espaço real dos movimentos das pessoas, das trocas económicas, das alianças políticas e das possibilidades de comunicação à distância. O grande desafio da ECG está alicerçado prioritariamente no exercício da cooperação, da solidariedade, da justiça, da capacidade de descobrir e compreender como funciona o mundo em que vivemos e que lugar – à luz de que valores, de que princípios – queremos ter nele.

Por outro lado, a ECG deve ser entendida como um processo de formação transversal e transdiscipinar. Ou seja, pode e deve estar presente nos espaços destinados à aprendizagem da cidadania - como a Formação Cívica e a Área de Projecto - mas também em todas as relações, em todo o funcionamento, em todas as matérias, em todas as disciplinas, em todas as salas de aula.

3. Porque é que educar para a cidadania global é importante?
Porque vivemos em sociedades de privilégio, nas quais as desigualdades têm vindo a aumentar e se escolhemos rumar no sentido do “bem comum”, é preciso manter a capacidade de indignação perante a injustiça e a desigualdade, enfrentar as situações difíceis, estar disponível para pensar, agir e aprender.

Porque tornar o mundo mais humano só é possível se for uma tarefa de cada vez mais pessoas e instituições, com um forte espírito cooperativo e de solidariedade.
Porque reafirma a importância de uma educação comprometida e crítica que produz novos conhecimentos, novas formas de pensar, assim como propostas de acção que permitam gerar transformações sociais, económicas, ambientais e políticas, a nível global.

Porque leva “um pouco de mundo à sala de aula” e empenha-se em introduzir no ensino formal as questões da equidade, da democracia, dos direitos humanos e do desenvolvimento justo e sustentável.

“As sociedades actuais são sociedades marcadamente globais (...). Os nossos alunos devem estar preparados para entrar neste mundo através de uma participação activa e reflectida. O ensino formal realizado em contexto escolar é pouco permeável a experiências potenciadoras de uma verdadeira cidadania global, o projecto Conectando Mundos consegue facilitar aos alunos essas experiências de uma forma extremamente enriquecedora”. Professora Escola Secundária Fernando Namora

“Na época em que a nossa casa – a Terra – está em perigo, faz todo o sentido não só a partilha de conhecimentos e experiências como também a mudança urgente de atitudes e comportamentos a nível local e/ou regional – pequenas mudanças originam grandes mudanças. É com esta visão estratégica que devemos educar os nossos alunos”. Professora Escola Secundária de Monserrate

“Isto porque é fundamental formar crianças que se adaptem à sociedade e formar seres autónomos, com opiniões e poderes de decisão. (...). Penso que desta forma ajudamos para a formação de indivíduos mais humanos, no sentido ético e os dotamos de um sentido crítico mais apurado. Assim pudemos criar na nossa sala de aula uma escola mais planetária, mais global”. Professora da Escola Básica n.º 1 de Mangueija

4. Qual o papel dos professores e professoras no Conectando Mundos?
São“educadores-desafiadores” que promovem a construção de aprendizagens individuais e colectivas, incentivando a investigação, a reflexão crítica, o questionamento, o debate progressivamente mais complexo e profundo.
Através de uma relação dialógica e de forma colaborativa promovem a compreensão do mundo fundamentando-se nas experiências, necessidades, circunstâncias e desejos dos seus alunos e alunas.

É um caminho colectivo a construir, com altos e baixos, curvas e rectas, surpresas e evidências. Do nosso lado acompanhamos este processo e disponibilizamos momentos e ferramentas que ajudam a caminhar – o Encontro “A escola no mundo e o mundo na escola”, o curso on line para professores/as e guia didáctico disponível na plataforma on line.

“Actualmente qualquer que seja a disciplina que leccionemos o mais importante é o nosso papel enquanto educadores, e cabe a nós um importante papel na formação de cidadãos cada vez mais conscientes e interventivos nos problemas que afectam a nossa sociedade”. Professora da Escola Básica Integrada do Topo

“Foi necessário guiá-los e orientá-los, porque a liberdade de pensamento, de crítica e de decisão esteve sempre do lado do aluno”. Professora da Escola Básica n.º 1 de Mangueija

“No Conectando Mundos estão presentes múltiplas dimensões (pedagógica, cultural, política, etc.) que lhe conferem uma grande abertura de exploração, desta forma, qualquer disciplina pode acolher este projecto sem se desviar do seu currículo e com a vantagem de o tornar mais aliciante e motivador”. Escola Secundária Fernando Namora

5. Como se desenvolver o intercâmbio com outras turmas?
Através da plataforma on-line www.conectandomundos.org. É aqui que serão lançados os desafios semanais. É também aqui que as turmas vão colocar os seus trabalhos e chegar a decisões conjuntas com as outras turmas participantes.
Para aceder a esta área de trabalho cada professor/a terá um login e uma palavra-passe para a sua turma. Esses dados poderão ser facultados aos alunos/as se o professor/a assim entender uma vez que as áreas restritas aos professores necessitarão de uma outra palavra-passe.

Nas áreas restritas aos professores/as estão disponíveis os guias didácticos, as actividades a desenvolver e o Fórum de Professores/as que leccionam a mesma faixa etária.

6. Quais os resultados alcançados com a participação na proposta Conectando Mundos?
Pelas palavras de professorass participantes em edições anteriores...

“Ao participar neste projecto, percebi que aquilo que os jovens alunos aprenderam é muito mais do que eu poderia ter ensinado entre quatro paredes na sala de aula – eles apreenderam valores, tomaram consciências, adquiriram e desenvolveram competências, conheceram culturas, apuraram o sentido crítico, desenvolveram a consciência ética, mas acima de tudo perceberam que podiam fazer a diferença. Tudo o que lucraram com esta experiência, tudo o que aprenderam, fizeram-no no sentido prático e não teórico, (...), eles agiram, experienciaram e discutiram – foram eles que sugeriram as soluções para travar este flagelo – e esta experiência é de cada um deles e fá-los compreender um bocadinho mais o seu lugar no mundo e despertar a sua consciência cívica”. Professora da Escola Básica n.º 1 de Mangueija

“Viajaram por realidades bem diferentes das suas e perceberam que o conceito de riqueza varia de país para país. Se nos estados desenvolvidos, o vocábulo 'fortuna' cognomina bens materiais, noutros, menos privilegiados, é associado a bens essenciais como uma pequena gosta de água potável”. Professora da Escola Secundária Manuel Cargaleiro

7. É essencial ir aos Encontros de Educadores/as para participar no Conectando Mundos?
Não é obrigatório, mas é essencial! São momento que pretendem alimentar o debate teórico, partilhar experiências e, em conjunto, encontrar formas de motivar os alunos/as, promover a aquisição de novos conhecimentos e comportamentos, desenvolver actividades de forma construtiva, ultrapassar os obstáculos, envolver a restante comunidade educativa,...

IV Encontro "A escola no mundo e o mundo na escola"

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Fundo da Linha

O Fundo da Linha

A Língua Portuguesa, através do Brasil, já está na linha da frente desta luta. É hora de nós também entármos em acção!



quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Conectando Mundos 2009-2010: sonhos de andorinha ---- inscrições abertas

Encontram-se abertas as inscrições para a actividade on-line do Conectando Mundos 2009-2010.

Dedicamos a edição deste ano à temática “Migrações e Desenvolvimento”. A partir de uma perspectiva humana e integrada na concepção de cidadania global, abordamos as causas e as consequências que o processo migratório tem na vida das pessoas e no seu meio envolvente e desafiamos para a adopção de atitudes e compromissos, tanto a nível pessoal como colectivo.

Os públicos-alvo são as turmas do ensino básico e secundário cujos alunos têm idades compreendidas entre os 6 e 17 anos e poderá inscrever-se no site do Conectando Mundos (wwww.conectandomundos.org) entre os dias 13 de Outubro e 18 de Dezembro.

Inscreve a(s) sua(s) turma(s)!


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

oficina de formação Educação para a Cidadania na escola

Começa no dia 17 de Outubro a oficina de formação de professores/as "Educação para a Cidadania Global na escola".

A finalidade é desenvolver uma estratégia integrada e coerente de inserção da ECG nas práticas educativas. E, para tal, pretende-se criar um espaço em que os 15 participantes:
  • Consolidem conhecimentos sobre princípios, valores e conteúdos subjacentes à ECG.
  • Reflictam sobre as possibilidades e obstáculos de incorporação da ECG nas práticas educativas das escolas dos participantes.
  • Concebam um plano de actividades de ECG que se enquadrem na prática educativa da escola dos participantes.
  • Construam e experimentem metodologias, actividades e materiais de ECG.
  • Discutam sobre as experiências em desenvolvimento e meios de divulgação das mesmas.
Os resultados desta oficina serão divulgados no Encontro Nacional "A escola no mundo e o mundo na escola" (Abril/Maio 2010).

Grupo de trabalho de Materiais ECG

No âmbito do trabalho de promoção da Educação para a Cidadania Global na escola, foi criado um grupo de trabalho constituído por professoras de diferentes regiões do país.

Este grupo de trabalho tem como objectivo o desenvolvimento de materiais de ECG, interactivos e colaborativos, recorrendo às potencialidades das Tecnologias da Informação e Comunicação.

O lançamento dos materiais desenvolvidos está previsto para Abril em 3 sessões (Norte, Sul e Lisboa).

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Save Miguel

Que lição tão bonita!...
As questões e os valores aqui equacionados são imensos!
Por agora fiquemos só com a mensagem fundamental. Por si só já tem muito valor!

terça-feira, 21 de julho de 2009

EDUCAR PARA UMA CIDADANIA GLOBAL - construir um mundo justo a partir da escola

Este livro publica aprendizagens pessoais e colectivas, ideias e experiências realizadas no tecer de uma rede que liga educadores e educadoras que, em vários países, se organizam para se formar, para formarem e para contribuírem para a transformação da sociedade no sentido de uma maior equidade e justiça, a partir da escola.

"Educar para um mundo mais justo, equitativo e solidário é um enorme desafio!... Mas, efectivamente, é possível. A partir da escola, graças à convicção, empenho, profissionalismo de diferentes actores educativos que acreditam na importância do seu papel e na importância estratégica da educação formal.

Com as suas bagagens, repletas de instrumentos e de aprendizagens, educadores e educadoras estão, há algumas décadas, a promover nas escolas iniciativas fundadas na necessidade de formar cidadãos e cidadãs conscientes da complexidade da realidade mundial, responsáveis, críticos, participativos e solidários.
Estas experiências têm-se constituído como uma importante alavanca no encontro de respostas mais adequadas para este desafio (....) temos trilhado um caminho de Educação para uma Cidadania Global."


Como adquiri-lo? Poderá visitar-nos na Rua Pinheiro Chagas, 77 - 2.º Esq. ou então enviar-nos um e-mail a solicitar o seu envio (ed-ps@cidac.pt).

A que preço? 5 € (caso se solicite o envio - aproximadamente mais 5€)

domingo, 12 de julho de 2009

Encontro Insular: Um desejo concretizado

O que inicialmente parecia impossível acabou por concretizar-se e conseguimos juntar na ilha da Madeira, mais precisamente no Porto Moniz, alunos oriundos das ilhas do Pico e S. Miguel.

Foi um enorme prazer receber estes alunos na nossa terra e partilhar conhecimentos e experiências. Podemos dizer que foi tudo muito interessante:



- As apresentações dos alunos que quiseram dar a conhecer o trabalho realizado durante o ano lectivo;

- O percurso de orientação com equipas das diferentes escolas em plena interacção;

- A visita ao Aquário e ao Centro de Ciência Viva;

- A visita à Central Hidroeléctrica e os jogos ao ar livre (todos com uma mensagem ecológica);

- O passeio pela Floresta Laurissilva;

- E todos os momentos de convívio e confraternização, que culminaram na sessão de encerramento, com a leitura das conclusões do Manifesto e a troca de lembranças.



Foi uma experiência muito positiva e inesquecível que tornou muito compensador o esforço e empenho. Obrigada a todos pela vossa participação!!!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Em conexão

  • A caminho da Escola, um caminho longo a percorrer, uma rádio para acompanhar e … uma notícia – um concurso? Que concurso? Que chatice, o que é interessante não poderia ser transmitido em português?! Abençoada tecnologia. Trata-se do projecto Conectando Mundos – Alterações Climáticas!
  • Conectar? Com quem? Onde? Quando? Por quê? Para quê?
  • É um Projecto … Pretende promover a Cidadania e envolver jovens de todos os países na construção de um mundo melhor.
  • Parece-me algo Bem Apetitoso, com sabor a Curiosidade, Aprendizagem, Conhecimento, Relações, Viagens,…
  • Uma aventureira para partilhar o percurso. A ‘equipa’ está formada, agora há que navegar.
  • Mas faltam as cartas de navegação!
  • E-mails e mais e-mails, o que é isto? Duas sessões para professores!
  • É para já.
  • O jogo começou. É divertido responder aos desafios, interagir, pensar, aplicar, …
  • Foram dois sábados a brincar aprendendo e brincando a aprender.
  • Sabe a pouco!
  • Será o Projecto Conectando Mundos – Alterações Climáticas um jogo, um desafio,…? Quais são as regras e os produtos? Será que há tempo?
  • Abriu o curso online para os professores.
  • Como será? Deixa ver, ….?
  • A plataforma é bonita e funcional!
  • Só pedem a apresentação?!
  • Não é assim tão difícil.
  • Será sempre assim?!
  • O rapaz pede Ajuda. Vamos lá ver!
  • Roda das responsabilidades.
  • Como estão os consumos?
  • Ai, ai, ai…..! Afinal, ainda há muitas coisas a corrigir e a fazer.
  • Os materiais são atractivos, prendem a atenção: power points sobre energia e contrapublicidade. Será que é para mostrar já aos alunos ou só quando começarem os seus desafios?!
  • Agora, há que construir um lema para a campanha contra publicitária.
  • Ideia curiosa e pertinente: combater o consumo com as suas armas! Pegar nas técnicas de persuasão para não consumir!
  • Em que áreas intervir? Como fazer?
  • Uff, que alivio! Afinal, os professores não têm que realizar a campanha, é um simulacro.
  • E agora vamos apresentar aos alunos o Projecto e esperar para ver.
  • Construir a apresentação da turma.
  • Tudo em branco?! Onde está a foto? O texto, é assim que se apresentam!
  • Até que enfim. Etapa comprida e cumprida!
  • Etapa seguinte – a Roda das Responsabilidades.
  • Afinal, parece que os comportamentos se repetem. Temos que intervir!
  • Construir um lema?! “É este! É esse! Não, aquele é melhor. … E se fosse este? «Vive intensamente, preservando o Ambiente.» “ Uff! É este o lema.
  • Surpresa! As outras turmas escolheram o nosso lema.
  • Chuva de ideias: O que podemos fazer na campanha? “Eu faço isto e mais isto! Tu aquilo e aquilo. Ele aquele outro e ainda …”
  • Onde estão os trabalhos?! A música, os textos, as fotos, os vídeos, o blog?!
  • Adormeceram?
  • Será que a viagem fica por aqui?
  • Mesmo a calhar, um vento de feição. Alcançaram o blog e os textos.
  • Passou tudo tão depressa!
  • Podíamos ter feito tanta coisa!
  • Para o ano continuamos?
  • Claro.
  • E se não estivermos juntas?
  • Não há problema, porque estaremos sempre conectadas.

Ana Cristina Lagoa e Luísa Maria Costa

Forte da Casa, 5 de Junho de 2009

sábado, 4 de julho de 2009

I Encontro Insular - Efeito Borboleta - EB1/JI de Ribeirinha


Canção "Salvar o Planeta"
O nosso -Muito Obrigado- a todos os que nos proporcionaram uns dias fantásticos.
Mudar é possível! Vamos todos ajudar!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

EB2 Gaspar Frutuoso - 6º B - Porto Moniz, Efeito Borboleta

alunos do 6.º B

O 6º B a preparar a sua apresentação - Eco3000 e energia geotérmica da Ribeira Grande.

Eco3000 Central Geotérmica da Ribeira Grande



Algumas das actividades proporcionadas


Levada (aproveitamento de água para a central)





Central hidro-eléctrica, Porto Moniz


Gostamos muito da visita à Central da Ribeira da Janela e das actividades que estavam preparadas.


Jogos

Venham daí mais opiniões!

EB2 Gaspar Frutuoso, Ribeira Grande, Fátima Figueiredo

1º Encontro Insular Madeira/Açores - Porto Moniz




Os alunos participantes e professora agradecem a todos os elementos da organização envolvida no evento - 1º encontro Insular Madeira/Açores, Porto Moniz.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Assim vai o mundo....

Além de indicar quantos nascem e morrem no mundo a cada instante, colocando o cursor em cima, indica a população de cada país e as emissões de CO2 (dados escritos em baixo do mapa, no extremo esquerdo).

Interessante ver, na Europa, Portugal e Noruega com diminuição de
emissão/CO2 nos últimos 2 anos. É notável o movimento na China e na India.

Clica no link abaixo: http://www.breathingearth.net/

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Conectando Mundos em Lamego

Vamos partilhar experiências? Vamos poder conviver com outras comunidades educativas? É para já!

Que pena! Afinal não se realizam encontros regionais em Lisboa!

Espera! Há em Santarém e em Lamego. Na data escolhida por Santarém ainda temos aulas, não vamos deixar planos de aula, nem comprometer as actividades lectivas de outras disciplinas. O encontro de Lamego é a 13 de Junho – Sábado.
Vamos? Claro!

Como vamos? De comboio é menos poluente! É divertido e podemos descansar. O quê, o comboio só vai até à Régua? e...

Afinal vamos de carro! A que horas, onde nos encontramos? Em Vila Franca de Xira? Às 6.30 m? Ainda mais cedo do que quando vamos trabalhar?! Seja, isto tem sido tão divertido!

Cá vamos nós em direcção a Lamego, cidade de boas tradições, boa comida, boa gente, bons ares,...

Viramos aqui..., seguimos por ali... - O quê, já passamos a saída de Lamego e estamos quase na Régua! Mas, já vamos, que o nosso objectivo é Lamego!

Já chegamos! Que linda cidade! Vamos visitar o Santuário e a cidade. Ena pá! Já viste a quantidade de fotos que já tiramos?

Almoçaremos aqui, Trás da Sé – Tantas mensagens! Vamos embora já é tarde. As nossas mensagens?! Fica para próximas visitas e encontros.

A Escola EB23 de Lamego é muito bonita, já viste como está adornada com os trabalhos do Conectando Mundos? O quê?! Aqueles trabalhos são do Jardim de Infância? E aqueles do 1º ciclo? E estes do segundo ciclo? E aqueloutros do 3º ciclo? Estão de PARABÉNS! Devem ser os bons ares que desenvolvem a inteligência e a criatividade!!!

Mas que simpatia! Estamos a ser tratadas como rainhas, visita guiada à Escola, sopinha de caldo verde, febras e sardinha assada na brasa, tudo acompanhado pela broa e pelo pão. Que mais podemos desejar? Talvez uma voltinha de charrette! Conduzida por um principe encantado.

Está na hora?! De regressar a casa.

O que achaste, - valeu pena?

Tudo vale a pena se a alma não é pequena!, e a nossa tem enchido continuamente com as actividades do Conectando Mundos.

Parece que esta aventura está chegando ao fim. Foi bom, fizemos novos amigos, conhecemos gente nova, aprendemos muito, brincamos ainda mais. Que os desafios continuem, nós cá estaremos.

Até sempre! Até um dia!

Encontrarnos-emos no Mundo Melhor que todos estamos a construir .
O nosso será, estamos certas, o melhor mundo possível, basta querer, basta desejar, basta amar o nosso planeta; o planeta azul - a TERRA.

Ana Lagoa e Luísa Ferreirinho da Costa




terça-feira, 23 de junho de 2009

ENCONTRO EM ABRANTES - Agrupamento D. Miguel de Almeida

Foi um encontro muito proactivo, cheio de denúncias e recomendações para que os alunos sejam mais activos e conscientes na defesa de um mundo melhor!

“Educação para a Cidadania Global é uma proposta que pretende contribuir para o desenvolvimento de cidadãos e cidadãos responsáveis e comprometidos com a justiça e sustentabilidade do planeta. Pretende fomentar o respeito e a valorização da diversidade como fonte de enriquecimento humanos, a defesa do meio ambiente e o consumo responsável, o respeito dos direitos humanos individuais e sociais, a valorização do diálogo como ferramenta para a resolução pacífica dos conflitos, a participação, a responsabilidade e o compromisso com a construção de uma sociedade justa, equitativa e solidária”CM..

Todos os alunos trabalharam com comprometimento e cooperação! Parabéns!
Obrigado ao Sr. Director Beirão pelo lanche oferecido! Obrigada Patrícia pela colaboração e presença!

Educação para a Cidadania Global é uma proposta que pretende c

Ana Alfaiate


sábado, 20 de junho de 2009

Várzea de Abrunhais -Lamego

A tuma do 1º e 2º anos de Várzea de Abrunhais Lamego
Dá o seu Contributo, com um pequeno apanhado da festa de 11 de Junho de 2009
"CONECTANDO MUNDOS"

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A filosofia e o cultivo do pensamento na formação de cidadãos activos

Sócrates é acusado de corromper os jovens

O trabalho que se segue relaciona a prática da Filosofia na cidade com a formação de cidadãos preocupados e interessados na vida em comunidade. Mais precisamente sobre o método de Socrátes, que o tornou uma figura importante e que, ironicamente, o matou, na sua vontade de tornar o cidadão um ser autonomamente reflexivo e, sobre os objectivos do projecto “Conectando Mundos – Alterações Climáticas” na qual se relacionam, havendo algumas similitudes.

Tendo alguns conceitos sido questionados aquando da morte de Sócrates, resta saber o que mudou então? Voltarão a liberdade e a tolerância a ser postos em causa(como foi no caso de Sócrates)? Ou, terão os ideais de um espírito livre direccionado todo o cidadão para a reflexão como apoio à cidadania global?

Na Grécia Antiga, havia já quem se questionasse sobre a prática da cidadania: através da reflexão interior e intelectual do homem, como motor de uma comunidade social e politicamente estável.

Falo-vos de Sócrates. Sócrates foi um grande Filósofo na Grécia Antiga que fora condenado à morte por acusação de impiedade e de corromper os jovens. Ainda hoje se reflecte acerca da intolerância e privação de liberdade que se mostrava durante o seu julgamento pois, mais nada queria Sócrates do que permitir ao cidadão ateniense a reflexão dos valores, ajudando-o a tirar, de si mesmo, opiniões próprias e claras de falsos valores. Através do seu método dialéctico, Sócrates pretendia que o cidadão fosse capaz de pensar, de tirar deduções correctas, enunciando a verdade por ele mesmo, em vez de lhe serem facultadas conclusões já elaboradas.

Até à data, a preocupação pela vida em sociedade tomou vários partidos e foi tema constante para outros filósofos e políticos. O surgimento de diversos problemas que afectam a comunidade mundial, como as questões ambientais, requerem uma inter-ajuda e colaboração dos cidadãos para que seja possível encontrar uma saída que favoreça grande parte da comunidade e que a faça progredir, positivamente. É aí que entra o projecto “Conectando Mundos”.

Este projecto, que se liga a questões de carácter ambiental, objectivava para a aquisição de um espírito reflexivo e crítico que apelasse à responsabilidade global, tal como Sócrates, movendo as pessoas para uma participação mais activa na sociedade, de forma a que todos nós nos apercebessemos da imensidão que, hoje, as alterações climáticas impõem. Fazia-nos reflectir sobre as nossas acções e, consequentemente, na influência que elas exerciam no que nos rodeia. Encaminhava e possibilitava meios, não concretos, a fim de chegarmos a conclusões que resultavam da nossa livre e consciente ponderação. E, de acordo com o próprio nome do projecto, pretendia a unificação dos saberes e metalidades dos diversos “mundos”.

Todo o conhecimento gerado pelo cidadão comum, como fruto da reflexão dos seus valores e da sua consciencialização, permite o crescimento de uma cidadania sustentável e equilibrada. Cada cidadão representa a raiz que sustenta toda a sociedade.

Tendo a relevância que este assunto tem no futuro do planeta, um dos objectivos passa por cada ser humano adquirir, na reflexão, o verdadeiro conhecimento ao qual, segundo Sócrates, virá de dentro: só o conhecimento que vem de dentro é capaz de revelar o verdadeiro discernimento.

Ambos, (Sócrates e o “Conectando Mundos”), pretendiam desenvolver, no índivíduo, o seu poder de pensamento, de conhecer e apreciar verdades como as de fidelidade, honestidade, sabedoria, responsabilidade, ou pelo menos, adquirir essa capacidade.

Neste contexto, a importância que a Filosofia tomou na vida do homem, como ser capaz de raciocinar, logo, conhecer, permite a integração da mesma na vida quotidiana. Pondo em dúvida certos valores e pressupostos, o homem caminha em direcção a conceitos distintos e esclarecidos que possibilitam a coexistência entre os seres vivos, respeitando e percebendo toda a sua complexidade.


Apesar de já ter passado muito tempo desde a condenação de Sócrates, por vezes ainda encontramos situações similares onde se é privado de dialogar e comentar, livremente (apesar de uma forma não tão rigorosa), sofrendo julgamentos de outros que vivem na ignorância de se acharem sábios. Todo o ser humano deve perceber que para uma vida em comunidade, que promova o desenvolvimento sustentável, é necessário fazer-se responsabilizar pelos caminhos que toma e quais as suas repercussões no meio em que vive.

O aquecimento global é actual e, por mais que se tente afastá-lo da realidade, por mais que certos grupos achem que se está a dar demasiada importância ao assunto, é preferível que, mesmo assim, a sociedade seja capaz de suplantar problemas, que cada ser humano seja capaz de reflectir por si só a fim de prever catástrofes naturais, demográficas, económicas, etc, mantendo o equilíbrio ecológico do nosso planeta, não comprometendo as gerações vindouras.


Sócrates é acusado de corromper os jovens

Realizado por:

Maria Inês Marques nº24

11º G – Línguas e Humanidades
Disciplina: Filosofia

Docente: Luísa Costa

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Informação às famílias

"Este flyer foi elaborado para dar a conhecer o nosso trabalho aos pais e a toda a comunidade" Carmito Leitão

A pergunta do século

(Diz-se que...)
Esta pergunta foi a vencedora num congresso sobre vida sustentável:

"Todo a gente 'pensa' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

É preciso começar... JÁ!...

Uma criança que aprenda o respeito e a honra dentro de casa e receba o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusivé, em respeitar o Planeta em que vive...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Obrigado pela informação

Não podemos participar no evento de Lamego, porque tinha já assumido um outro compromisso para essa data.
Ficámos satisfeitos por saber do êxito do encontro e com as suas conclusões.
Vamos em frente, por um Mundo melhor!

Saudações para todos e boas férias.

Até sempre.

Testemunho aluna Encontro Regional de Santarém

dia 27 de Maio eu e os meus colegas da turma B / 3º e 4º ano No dia 27 de Maio eu e os meus colegas da turma B / 3º e 4º ano fomos à escola D. Miguel de Almeida. Chegámos e arrumámos as nossas coisas na sala da BE/ CRE. Esperámos que todos os outros meninos chegassem do Agrupamento de Sardoal.


A primeira actividade que fizemos conjuntamente e quando já estávamos todos foi falar dos objectivos do encontro. Depois foi a dinâmica de apresentação para nós dizermos quem éramos. Seguidamente fomos divulgar os trabalhos das várias turmas intervenientes no projecto.

Depois fomos todos conhecer e passear ao parque Ribeirinho do Aquapolis. A seguir fomos almoçar na cantina da escola e o almoço foi: uma sopa , arroz de pato e no fim fruta.

A seguir ao almoço fomos trabalhar em grupo, depois de trabalharmos fomos partilhar os resultados. Entretanto seguiu-se o lanche com umas sandes, sumo e uns bolinhos de manteiga apetitosos!

A seguir ao lanche continuámos as nossas tarefas e fomos fazer a leitura do manifesto conjunto que redigimos. Por último concluímos a nossa participação com uma largada de balões (no exterior) que a Patrícia nos deu, nós enchemos e os professores ataram. Eu gostei muito de ir e de fazer todas aquelas actividades programadas previamente no tempo e espaço.

Catarina Fernandes/ 3º ano

Turma B/ EB1 nº4 de Abrantes

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Manifesto do Encontro de Lamego

Somos alunos e alunas com idades compreendidas entre os 3 e os 17 anos do Externato S.tº António de Fafel, do Jardim de Infância de Lazarim, da EB/JI de Várzea de Abrunhais, da EB2,3 de Lamego e da Escola Secundária Latino Coelho.

Todas e todos participámos na proposta educativa Conectando Mundos em que analisámos os modelos actuais de energia e de transporte e debatemos sobre o futuro do nosso planeta.

No dia 13 de Junho reunimo-nos na Escola Básica 2/3 de Lamego e estas são as nossas conclusões:

O nosso modelo actual de energia e de transporte tem trazido consequências catastróficas ao nosso Planeta e à humanidade, em especial às populações dos países em desenvolvimento.

Consideramos necessário questionar porque é que:
  • há secas em alguns locais do mundo e noutros inundações excessivas
  • há furacões e ciclones cada vez mais fortes
  • as calotes polares estão a derreter
  • muitas espécies de animais e vegetais estão em extinção
  • tem aumento do número de incêndios e são feitas queimadas em lugares não apropriados
  • a água potável começa a escassear
  • as doenças respiratórias são cada vez mais frequentes e há árvores que são atingidas por doenças que não se conhecem
  • há cada vez mais carros
  • usa-se e abusa-se do papel e das impressões a tinta
  • os pesticidas e herbicidas são muito usados na agricultura e nas limpezas

Mudar estes modelos implica impulsionar iniciativas que se concretizem, por um lado, em políticas de carácter sócio-ambiental e, por outro, em alterações nos nossos comportamentos e atitudes, tendo por base um consumo responsável.


Queremos um modelo de energia e de transportes que promova:
  • separar o material reciclável do restante lixo
  • lançar as pilhas no pilhão e o vidro no vidrão
  • poupar electricidade, desligando os electrodomésticos quando não são necessários, desligando a luz ao sair de casa, preferindo a ventoinha ao ar condicionado, evitando abrir a porta do forno
  • poupar água, não deixando a torneira aberta, tomando banho de chuveiro, aproveitando a água da chuva para a rega ou para as limpezas
  • caminhar quando as distâncias são pequenas e utilizar as bicicletas, o segway, o cavalo, a charrete e os transportes colectivos sempre que possível
  • exigir a construção de ciclovias e estacionamentos para as bicicletas
  • utilizar mais as escadas do que o elevador
  • manter as ruas sempre limpas, limpar bem as matas e florestas e nuca lançar o lixo no rio
  • plantar árvores adequadas ao tipo de solo e de clima e cuidar delas
  • ter cuidado com as fogueiras ao ar livre
  • fazer sugestões aos responsáveis das escolas, das indústrias e das autarquias para que invistam no florestamento e reflorestamento
  • comprar alimentos frescos em vez de congelados e de preferência produdos locais
  • não pescar peixinhos ainda filhotes

Convidamos todas os cidadãos e cidadãs, em especial os alunos e as alunas e os professores e as professoras de todas as escolas do país, a juntarem a sua voz à nossa para que seja possível construir um mundo mais justo e solidário.


Mudar é difícil, mas é possível, necessário e urgente.
Com as nossas opções de hoje construímos o que será amanhã.


Lamego, 13 de Junho de 2009

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Testemunho para o "Senado" espanhol

Um Trabalho com futuro

O nosso trabalho final do Projecto Conectando Mundos foi um desafio à nossa consciência ecológica, cívica e ambiental, numa construção e desenvolvimento da cidadania global. O problema abordado foi o Aquecimento Global e os malefícios que sofremos com este fenómeno.
O tema global era "O Efeito Borboleta", ou seja, qualquer coisa ou
desequilíbrio que aconteça num lado do Mundo, irá fazer sofrer pessoas e o próprio ambiente noutras partes do Planeta. É com como o bater das asas de uma borboleta: há o batimento e esse acontecimento provoca logo o seu voo. Também na Terra, basta haver a libertação de poucos gases das fábricas, carros, etc., para logo provocar a sua deslocação na atmosfera e haver alteração na temperatura e na composição do ar. O ar desloca-se e vai levar tudo isso para outros lados. Tudo se vai acumulando na atmosfera e se vai alterando o clima e a forma de viver.
Há que começar a pensar naquilo que fazemos todos os dias para evitar a destruição da atmosfera e de todos os seres da Terra.
Como para este nosso Projecto tínhamos de apresentar um invento, onde se aplicasse a nossa imaginação, as energias alternativas e produtos recuperados, decidimos começar pela nossa escola.
Então, achámos que, num futuro muito próximo, uma turbina eólica forneceria energia para todo o edifício da escola e com painéis solares se pode obter energia suficiente para o aquecimento da água do ginásio. Desta forma, aplicámos o conceito de microgeração (aliar dois tipos de energia para a autonomia energética de toda a escola e pode mesmo acontecer que se possa conseguir vender energia).
Com a ajuda, a orientação e as explicações dos nossos professores, elaborámos uma maquete que dá uma ideia daquilo que pode vir a ser uma escola com engenho, não poluidora e ser auto-suficiente ao nível da energia.
Antes desta construção, tivemos outras etapas em que contactámos com equipas de outros países e tivemos de imaginar "Um Dia Sem Energia". Foi engraçado!
O Projecto Conectando Mundos significa ligar países, pôr em comum as pessoas, conhecer ideias e vivências para nos enriquecermos e sermos cidadãos conscientes daquilo que fazemos: a chamada Cidadania Global.
Ficámos a conhecer outros inventos de outras equipas. Tudo isto nos despertou para os problemas ambientais e as atitudes que devemos tomar para que o nosso planeta Terra não morra.
É difícil, mas tudo se pode conseguir se for com boa vontade e ensinando as outras pessoas que não sabem, ou não querem saber. Temos de saber sonhar para podermos concretizar as nossas ambições e os nossos desejos.
Ah, já nos esquecíamos de dizer que nós somos os "Pequenos Engenhocas"!

Só mais uma pequena nota. A nossa escola esteve representada na II Montra de Oportunidades, realizada pela autarquia. Houve um concurso de Projectos de todas as escolas do Concelho de Lamego, inclusivamente as profissionais, e o nosso invento deste projecto representou a nossa escola, depois de bem explicado perante um júri e uma grande assembleia de pessoas curiosas e atentas. Quando foi da atribuição do 1º prémio, foi a nós que o atribuíram. Nem queríamos acreditar! Desta forma, ganhámos todos e fomos reconhecidos publicamente por todo o nosso empenho, desejo de aprender e mostrar que é bom trabalhar e esforçarmo-nos.

Alunos e professores do 5º 1 - E.B. 2,3 de Lamego

Breve reflexão conjunta da turma 5º 1 – E.B. 2,3 de Lamego

Nome: “Os Pequenos Engenhocas”
Idades: 10-12 anos
Escola: E.B. 2,3 de Lamego
Ano de escolaridade: 5º - turma 1

Após um questionário, sobre o balanço do nosso Projecto “Conectando Mundos”, apresentamos aqui as nossas conclusões.


1- O que achaste da participação no Conectando Mundos”

Foi uma experiência muito diferente em relação ao tipo de aulas e de assuntos que nós tivemos de abordar e de reflectir. Ficámos mais ricos em conhecimentos sobre o nosso planeta Terra.

2- Como foi a experiência de trabalho on-line com alunos e alunas de outros países?
Esta fase do Projecto foi a mais desafiadora,, porque nunca tínhamos tido contactos com a Internet e muito menos sabermos estar em comunicação, escrever, preencher, responder e dar conta das ideias e linguagens diferentes. Estávamos sempre ansiosos pelas horas em que iríamos estar em contacto com alunos de outros países ou regiões. Até chegámos a gravar as mensagens.

3- Quais foram as principais conclusões a que chegaram na tua turma?
De uma forma geral, quase todos nós chegámos às mesmas conclusões:
- os meios informáticos permitem-nos estar actuais, trocar ideias, pesquisar e comunicar para podermos conseguir tomar decisões acertadas sobre Ambiente;
- demos conta que não é nada fácil viver sem energia;
- passámos a conhecer tipos de energia que não conhecíamos e como fazer para as obter;
- reflectimos e dialogámos quantos às vantagens e desvantagens de cada uma;
- de todas, achámos que a eólica e a solar são as que mais nos interessam na nossa região e cada país deve escolher aquelas que se adequam às características de clima e de outras condições que possuam, explorando essas possibilidades;
- é preciso darmos o exemplo aos mais crescidos daquilo que se deve e não se deve fazer quanto ao Ambiente;
- divulgar ideias e exemplos de outros países no que se refere à energia e como resolvem os seus problemas;
- fazer sessões com as pessoas que estão ligadas às escolas, às autarquias, ao governo e ministérios para haver diálogos quanto aos apoios a dar;
- penalizar todos aqueles que não cumprem com os seus deveres no que se refere aos cuidados com o Ambiente.

4- Tiveste oportunidade de comentar a participação nesta experiência à tua família?
Todos nós falámos, dissemos o que aprendemos e até mostrámos o que construímos não só aos nossos pais como até à comunidade. Foi mesmo excelente. Toda a gente apreciou o trabalho e comentou. Só falta concretizar na realidade.

5- Que hábitos estás disposto a mudar agora?
Muitos: tomar banho de duche, aproveitar a água suja para regas, utilizar produtos que não contenham embalagem plásticas, deixar os herbicidas e substituir pelo estrume, aproveitar a água da chuva, andar ao máximo de bicicleta, a pé ou de charrete, substituir as lâmpadas por outras mais ecológicas, separar bem o lixo, etc.

6- Existe alguma mensagem que queiras deixar ao mundo e arredores?
Crianças e jovens, lutemos por aquilo que necessitamos e queremos ter no futuro. Ensinemos aos adultos aquilo que aprendemos; recusemos fazer algo que vai contra o ambiente e o nosso bem-estar!
Alunos do 5º 1 - E.B. 2,3 de Lamego

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Manifesto do Encontro Regional de Santarém

Somos 99 alunos e alunas com idades compreendidas entre os 6 e os 9 anos das localidades de Abrantes e Sardoal.

Todas e todos participámos na proposta educativa Conectando Mundos em que analisámos os modelos actuais de energia e de transporte e debatemos sobre o futuro do nosso planeta.

No dia 27 de Maio de 2009 reunimo-nos na Escola D. Miguel de Almeida em Abrantes e estas são as nossas conclusões:

O nosso modelo actual de energia e de transporte tem trazido consequências castastróficas ao nosso Planeta e à humanindade, em especial às populações dos países em desenvolvimento.

Consideramos necessário questionar:

  • Existem carros em demasia

  • Os combustíveis usados são muito poluentes

  • Há lixo no chão, nos rios e no mar

  • Despejos dos esgotos para os rios

  • Os peixes estão a morrer no açude do rio de Abrantes

  • As florestas ardem e assim não há oxigénio

  • Não há painéis solares nas casas para aproveitar a energia

  • Há poucos ecopontos e poucas pessoas a fazerem reciclagem

Mudar estes modelos implica impulsionar iniciativas que se concretizem, por um lado, em políticas de carácter sócio-ambiental e, por outro, em alterações nos
nossos comportamentos e atitudes, tendo por base um consumo responsável.

Queremos um modelo de energia e de transportes que:

  • Utilizar energias renováveis

  • Utilizar carros hibridos ou gás natural

  • Usar os transportes públicos

  • Andar de bibicleta ou a pé

  • Colocar filtros nas chaminés das fábricas (como na Central do Pego)

  • Optar por lâmpadas economizadoras

  • Plantar árvores, fazer parques e poupar água


Convidamos todas os cidadãos e cidadãs, em especial os alunos e as alunas e os professores e as professoras de todas as escolas do país, a juntarem a sua voz à nossa para que seja possível construir um mundo mais justo e solidário.

Mudar é díficil, mas é possível, necessário e urgente.

Com as nossas opções de hoje construímos o que será amanhã.

Abrantes, 27 de Maio de 2009