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segunda-feira, 1 de março de 2010

Arte, Migrações e Desenvolvimento

HISTÓRIA EM CURSO DE Hannah Collins Fotografia e Vídeo

Ao chegar a Madrid no dia 19 de Fevereiro de 2010, para visitar a ARCO, Feira de Arte Contemporânea de Madrid 2010, levava comigo a ideia de visitar também o espaço de arte Caixa Fórum de Madrid, pois tinha ouvido falar muito dele, não só como espaço de arte, mas também como obra de arte arquitectónica. Neste, o que não esperava encontrar, era uma exposição de fotografia e vídeo, onde as películas "La Mina, Paralelo e História em Curso" que dá o nome à exposição, tratavam da temática Migrações, a mesma temática do Projecto Conectando Mundos e cujas preocupações se mantêm constantes tanto na exposição como no projecto.
A fugaz vida moderna entrelaça entre memória e história a vontade de expressar estas experiências verdadeiras através das imagens.
Os filmes são explorações ricas e completas do poder de localização que combina várias formas de questionar.
Que significa chegar a um outro mundo dominado por forças imprevistas?
Embora em contextos diferentes, as imagens mostram-nos que a procura de uma vida melhor, uma vida mais estável, dá origem a outras dificuldades. A procura de emprego, os problemas sociais, políticos, económicos e por vezes até raciais são entraves e forças imprevistas.
A arte de Hannah Collins é poética e ao mesmo tempo política. Trata-se de uma arte com um impulso realista que descreve a complexidade do mundo tal e qual é, mas desejando que ele seja melhor.

Núcleo de Educação Ambiental da Escola Básica 2/3 Bernardino Machado em Joane
Coordenador - Arlindo Araújo

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Migração e Hospitalidade

Os idealistas europeus definem a hospitalidade como um dever moral de qualquer ser humano, ou seja, o fundamento alicerça-se no dever de reconhecimento de que todos somos iguais em direitos e deveres sobre a Terra, desejando, assim, o nosso bem comum. As sociedades serão abertas, multiculturais, reconhecendo a igualdade de direitos de todos os seres humanos, independentemente da sua raça, nacionalidade, religião ou condição social.

Apesar de todas as vicissitudes de que têm sido alvo aqueles que procuram outras áreas e regiões do planeta, movidos por questões de vária ordem, eles resistem, adaptam-se e sobrevivem, longe das suas raízes e famílias. Ser hospitaleiro é ser condescendente, saber aceitar, compreender para construir uma sociedade de culturas identitárias e que vivem em constante diversidade cultural. É uma questão de nos colocarmos no lugar do outro.
O multiculturalismo não empobrece. Só nos enriquece e pede-nos que observemos e reconsideremos todas as nossas condutas e comportamentos daqueles que, de repente, nos interpelam e nos estendem a mão para uma ajuda. Não custa nada. Desde os romanos que a hospitalidade é um dom, não só par aquele que recebe como para aquele que é recebido.
Vejamos um poema que escolhi e nos faz pensar (eu sou assim, adoro literatura, desculpem-me!):

A Ilusão do Migrante (Carlos Drummon d'Andrade)

Quando vim da minha terra,
se é que vim da minha terra
(não estou morto por lá?),
a correnteza do rio
me susurrou vagamente
que eu havia de quedar
lá donde me despedia.
Os morros, empalidecidos
no entrecerrar-se da tarde,
pareciam me dizer
que não se pode voltar,
porque tudo é conseqüência
de um certo nascer ali.

Quando vim, se é que vim
de algum para outro lugar,
o mundo girava, alheio
à minha baça pessoa,
e no seu giro entrevi
que não se vai nem se volta
de sítio algum a nenhum.

Que carregamos as coisas,
moldura da nossa vida,
rígida cerca de arame,
na mais anônima célula,
e um chão, um riso, uma voz
ressoam incessantemente
em nossas fundas paredes.

Novas coisas, sucedendo-se,
iludem a nossa fome
de primitivo alimento.
As descobertas são máscaras
do mais obscuro real,
essa ferida alastrada
na pele de nossas almas.

Quando vim da minha terra,
não vim, perdi-me no espaço,
na ilusão de ter saído.
Ai de mim, nunca saí.
Lá estou eu, enterrado
por baixo de falas mansas,
por baixo de negras sombras,
por baixo de lavras de ouro,
por baixo de gerações,
por baixo, eu sei, de mim mesmo,
este vivente enganado,
enganoso.
São versos que nos fazem pensar...

Isilda Lourenço Afonso - E.B. 2,3 de Lamego









sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Power Point - Aps do Conectando Mundos


Olá!

Após o Encontro de Professores em Sintra, elaborei um PP para aps do proejcto à turma de trabalho e à direcção da escola EB 2,3 Rosa Ramalho - Barcelinhos - Barcelos: GALO... Conhecem? http://www.eb23-rosaramalho.edu.pt/

A nossa Plataforma: http://moodle.eb23-rosaramalho.edu.pt/






quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Visitas orientadas "Cidadania e Desenvolvimento"

O Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) irá realizar, nos dias 21 e 22 de Abril de 2010, a 3ª Edição de “Os Dias do Desenvolvimento” subordinada ao tema “Cidadania e Desenvolvimento”.

O evento engloba exposições, conferências e seminários e permitirá o conhecimento e a divulgação de actividades da cooperação com países em Desenvolvimento, em particular Países de Língua Oficial Portuguesa.

O programa completo em http://www.diasdodesenvolvimento.org/dotnetnuke/default.aspx.

Neste contexto, temos o prazer de convidar todos os alunos e alunas do ensino básico e ensino secundário, e respectivos professores/as, a participar neste evento. Através de uma visita orientada.

Durante 90m pretendemos envolver as turmas na temática do Desenvolvimento de uma forma participativa, desafiando-as com um percurso composto por descobertas e pequenas actividades relacionadas com as diferentes iniciativas que têm sido desenvolvidas em prol de um mundo mais justo, equitativo e solidário.

Caso esteja interessado poderá inscrever a sua turma através do preenchimento do formulário de inscrição
http://www.ipad.mne.gov.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=674&Itemid=1
até dia 15 de Março de 2010.

Caso pretenda inscrever mais do que uma turma deverá preencher um formulário por cada turma. Os formulários deverão ser enviados para noemia.marques@ipad.mne.gov.pt

Posteriormente receberá um e-mail de confirmação da inscrição e um guia pedagógico que servirá de apoio à preparação da visita, ao seu acompanhamento e à consolidação da experiência em momentos posteriores.

Equipa organizadora: CIDAC, Graal, ISU e Mó de Vida

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

As razões dos movimentos migratórios

As principais razões dos movimentos migratórios são a fome, pobreza, a exclusão social e a perda das condições viáveis de vida.
Este tema é já um clássico, mas conserva ainda um poder enorme para captar a motivação e o engenho de todos, especialmente dos mais novos:


EB2 GASPAR FRUTUOSO no Conectando Mundos - Sonhos de Andorinha

A escola EBI de Ribeira Grande está novamente a participar neste projecto.

As professoras Fátima Figueiredo e Filomena Ferreira da EB2 Gaspar Frutuoso encontram-se a trabalhar com a turma do 5º B.




Aqui vão algumas informações e sites interessantes da nossa terra:

Para comemorar a emigração açoreana para o Canadá, no ano que faz 55 anos de emigração oficial o Museu da Emigração Açoriana coordenou uma peça de teatro sobre a viagem de um pioneiro, Afonso Maria Tavares, intitulada "Sonhos de Abalar".


E falando de Andorinhas . . .
aqui vai o nosso Cagarro



  • SOS Cagarro


Para os alunos e professores que quiserem mais informações sobre uma das nossas aves migratórias.
. Portal do Governo Regional dos Açores
Fátima Figueiredo - EB2 Gaspar Frutuoso

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A propósito da ANDORINHA, vamos ler Jacques Prévert...

Caros colegas e amigos deste espaço cooperativo e colaborativo!

Aqui estou eu de novo. É a primeira vez, desde Julho de 2009, ou seja, desde que terminámos todas as activiades do Conectando Mundos sobre "O Efeito Borboleta". Já comecei a trablhar com a turma e, neste momento, quis partilhar convosco um poema de Jacques Prévert que se relacina com a idea de pássaro, mas que se aplica ao tema que desenvolvemos e nos dá inspiração e uma certa ideia de beleza que as aves nos transmitem. Além disso, quem o ler, dá conta do que é o sabor e o fascínio que sentimos pela andorinhas, aqueles seres qu simbolizam a pureza, a coragem, a inocência e o amor filial à Pátria (migração) e a relação mãe-filho.

Saboreiem as palavras sempre sábias e belas de Prévert.




Para desenhar um pássaro

Pintar primeiro uma gaiola
com uma porta aberta.
Pintar depois
qualquer coisa bonita
qualquer coisa simples
qualquer coisa bela
qualquer coisa útil
para o pássaro.

Pendurar depois a tela numa árvore
num jardim
num bosque
ou numa floresta
escondermo-nos atrás do tronco
sem falar
sem um gesto...

Às vezes, o pássaro chega depressa,
mas também pode acontecer que demore muitos anos
antes de se decidir.

Não se desencorajem.
Esperem.
Esperar anos, se for preciso,
a rapidez ou a lentidão da vinda do pássaro
com o êxito do quadro.

Quando o pássaro chegar,
se acaso chega,
guardar o mais rigoroso silêncio.
Esperar que ele entre na gaiola.

E depois dele entrar
fechar docemente a porta com o pincel.

Depois,
apagar uma a uma todas as grades
tendo o cuidado de nunca tocar nas penas do pássaro.
Desenhar depois a árvore,
escolhendo o mais belo dos seus ramos,
para o pássaro
pintar, igualmente, a verde folhagem e a frescura do vento,
a poeira do sol,
o rumor dos bichinhos da erva no calor do Verão
e esperar que o pássaro cante.

Se o pássaro não canta
é mau sinal.
Indica que o quadro é mau.
Mas se ele canta, ai que bom!
É sinal que podemos assinar.

Nessa altura, arranca-se, suavemente,
uma das penas do pássaro,
e escreve-se o nosso nome, num canto do quadro.

Jacques PREVERT (1900-1977)


Isilda Lourenço Afonso -E.B. 2,3 de Lamego




















A "nossa" escola é um lugar especial onde se encontram mundos, se vivem experiências e se ultrapassam dificuldades. Pode até não ser o mais fácil, o melhor mas é certamente bom porque nele estamos nós.

Onde estamos! Quem somos! A freguesia do Vale da Amoreira pertence ao Concelho da Moita (concelho muito rico e de grande diversidade de colectividade e associações - cerca de 110 -), distrito de Setúbal, que faz parte integrante da Grande Área Metropolitana de Lisboa. A freguesia do Vale da Amoreira, muito embora tenha sido planeada para fornecer melhores condições de vida à população, acabou por traduzir-se num espaço crítico e de precariedade, onde os problemas de exclusão social estão muito patentes. Trata-se de um espaço complexo, com fraca qualidade habitacional, com problemas derivados da grande heterogeneidade cultural e em situação de pobreza, onde a oferta de emprego é escassa, favorecendo a sua condição de “dormitório”, ainda com algumas carências ao nível de equipamentos comunitários e de infra – estruturas de transportes.

No final dos anos 60 inicia-se a construção do Bairro do Fundo de Fomento de Habitação, apoiada pela Câmara Municipal da Moita, alterando desta forma a sua fisionomia de espaço rural. A partir dos anos 70 deu-se uma explosão demográfica, que chegou a ser superior a 200%, no período de 80/86.Com expressão em dois momentos específicos, um em 1974, quando estavam já construídos 604 fogos e onde várias famílias carenciadas foram alojadas. Alguns destes fogos, cerca de 20% foram cedidos com rendas muito baixas e alguns gratuitamente. O outro em 1975 com o grande fluxo de população vinda das ex-colónias, principalmente de Angola e Moçambique, que ocuparam de forma desordenada fogos por terminar. Na luta pela sobrevivência, muitas pessoas, sem ainda estarem concluídos os fogos de habitação, localizaram-se nessa área, carregando o estigma da “despromoção” que, por vezes, ainda hoje é viver para o Vale da Amoreira.

Actualmente, a população do Vale da Amoreira é calculada em cerca de 12.360 habitantes (censos de 2001), repartidas por 3.572 famílias, tendo-seregistado uma quebra de população face aos censos de 1991, que identificavam 13.522 indivíduos. No entanto, alguns diagnósticos e estimativas dasassociações locais apontam para uma população entre as 17.000 e 18.000 pessoas (tendo em conta que grande parte desta população não se encontraria documentada ou legalizada).

Em seguida vamos mostrar um pouco da nossa escola.




segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sonhos de Andorinha na Escola Secundária Eça de Queirós (Olivais-Lisboa)


As turmas da Escola Secundária Eça de Queirós (Olivais-Lisboa) participantes no "SONHOS DE ANDORINHA" criaram os seus blogues com alguns dos trabalhos feitos no âmbito do projecto, e convidam todos os colegas e amigos a visitarem-nos:
10.ºAS - Sonhos de Corvo

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Screencasts da plataforma Conectando Mundos

Com o encontro do passado fim-de-semana restou muito pouco tempo pra actualizar a informação, mas como prometido é devido. Coloco agora as Screencasts.

Nota importante: a plataforma funciona melhor no browser Mozzila Firefox , podem fazer o download aqui.
Se não conseguirem visualizar as screencast's aqui, clicando no título aumenta para o tamanho original

1. Introdução




2. Área de trabalho



3. Área restrita



4. Ferramentas no canto inferior esquerdo

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Apresentação - Plataforma Conectando Mundos

Apresentação utilizada no IV Encontro de educadores - " A Escola Mundo e o Mundo na Escola".


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Cinema Documental sobre migrações

Filmes interessantes sobre migrações:
"Retratos: Portugal e os Portugueses vistos pelos imigrantes", um filme de Luísa Homem, reúne testemunhos de pessoas de diversas origens em torno da temática Imigração.

"Terceiro Bê", de Maria Remédio, mostra o 3ºB da Escola Primária Nº 1 de Lisboa. É uma turma com crianças nascidas há cerca de nove, dez anos, e que trazem consigo uma história de mudança. Os fluxos – as viagens, as escolhas dos pais, o sítio onde moram – convergiram todos para um espaço comum – aquela sala de aula – onde todos os dias partilham a aprendizagem, as brincadeiras, desenvolvem competências, fortalecem relações.
Para mais informação, contactar rograma K'CIDADE --- Rua Luís Piçarra, nº 6A |
1750-101 Lisboa
T: +351.21.7551706 Telm: +351.968630101
Email: monica.azevedo@kcidade.com

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

IV Encontro - As primeiras fotos



Durante os dias 30 e 31 de Janeiro em Sintra decorreu o IV encontro de professores a Escola no Mundo e o Mundo na Escola.


Logo que tenha disponibilidade coloco os materiais. As fotografias envio por email, quando tiver a lista.

Adorei rever alguns amigos(as) e conhecer novos companheiros(as) de desafio, apesar da longa lista de tarefas, foi delicioso este encontro.



sábado, 30 de janeiro de 2010

O Dia Escolar da Não-Violência e da Paz

O Dia Escolar da Não-Violência e da Paz foi uma actividade iniciada pelo pedagogo e poeta espanhol Llorenç Vidal.
A comemoração, a partir de 1964, teve como primeiro objectivo chamar a atenção para a necessidade de uma Educação permanente pela Não-Violência e pela Paz. Nesta data, 30 de Janeiro (dia da morte de Mahatma Gandhi), procura-se também sensibilizar a comunidade escolar para a tolerância, solidariedade e respeito pelos direitos humanos.
“A única revolução possível é dentro de nós” Gandhi.

Gandhi tinha 78 anos.


sábado, 23 de janeiro de 2010

Sensibilização à migração das aves

Com a ideia de sensibilizar os alunos para a analogia entre a migração das aves e as migrações humanas; e para entenderem bem o porquê do símbolo da andorinha, orientei com os meus alunos um trabalho com base na consulta dos seguintes sítios:

Sonhos de Andorinha - Conectando Mundos 2009/10

Sonhos de Andorinha - Conectando Mundos 2009/10

A edição do Conectando mundos para o ano lectivo de 2009-2010 centra-se na temática Migrações e Desenvolvimento entre os povos, a partir de uma perspectiva humana e integrada na concepção de cidadania global.
Abordamos as causas e as consequências que o processo migratório tem na vida das pessoas e no seu meio envolvente e apresentamos algumas atitudes e compromissos que podemos assumir, tanto a nível pessoal como colectivo, de forma a contribuir para a construção de uma sociedade aberta, diversa e solidária, baseada no respeito recíproco entre pessoas de diferentes proveniências.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

NATAL DE QUEM? pergunta a Manuela

A minha colega e amiga Manuela mandou-me o seguinte poema, dizendo, no fim do seu e-mail:

"O meu mais belo poema de Natal.

Vamos transmitir aos mais novos o que celebra o Natal, ainda estamos a tempo!!!"

Obrigado, Manuela! Vamos a isso!

Para quem não crê no Deus-Menino, proponho que o tome metaforicamente, por exemplo, como o Ambiente que sempre se dispõe a receber-nos de braços abertos.

NATAL DE QUEM?

Mulheres atarefadas

Tratam do bacalhau,

Do peru, das rabanadas.

- Não esqueças o colorau,

O azeite e o bolo-rei!

- Está bem, eu sei!

- E as garrafas de vinho?

- Já vão a caminho!

- Oh mãe, estou pr'a ver

Que prendas vou ter.

Que prendas terei?

- Não sei, não sei...

Num qualquer lado,

Esquecido, abandonado,

O Deus-Menino

Murmura baixinho:

- Então e Eu,

Toda a gente Me esqueceu?

Senta-se a família

À volta da mesa.

Não há sinal da cruz,

Nem oração ou reza.

Tilintam copos e talheres.

Crianças, homens e mulheres

Em eufórico ambiente.

Lá fora tão frio,

Cá dentro tão quente!

Algures esquecido,

Ouve-se Jesus dorido:

- Então e Eu,

Toda a gente Me esqueceu?

Rasgam-se embrulhos,

Admiram-se as prendas,

Aumentam os barulhos

Com mais oferendas.

Amontoam-se sacos e papeis

Sem regras nem leis.

E Cristo Menino

A fazer beicinho:

- Então e Eu,

Toda a gente Me esqueceu?

O sono está a chegar.

Tantos restos por mesa e chão!

Cada um vai transportar

Bem-estar no coração.

A noite vai terminar

E o Menino, quase a chorar:

- Então e Eu,

Toda a gente Me esqueceu?

Foi a festa do Meu Natal

E, do princípio ao fim,

Quem se lembrou de Mim?

Não tive tecto nem afecto!

Em tudo, tudo, eu medito

E pergunto no fechar da luz:

- Foi este o Natal de Jesus?!!!

(João Coelho dos Santos

in Lágrima do Mar - 1996)


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Estou vivo

Olá a todos e a todas

Muito trabalho, pouco tempo disponível mas já estou inscrito no Conectando Mundos e também vou ao encontro de professores.

Espero encontrar muitos amigos e amigas e conhecer novos e novas participantes.

Sempre (quase) ao dispor

Joaquim