sábado, 20 de junho de 2009
Várzea de Abrunhais -Lamego
Dá o seu Contributo, com um pequeno apanhado da festa de 11 de Junho de 2009
"CONECTANDO MUNDOS"
sexta-feira, 19 de junho de 2009
A filosofia e o cultivo do pensamento na formação de cidadãos activos
O trabalho que se segue relaciona a prática da Filosofia na cidade com a formação de cidadãos preocupados e interessados na vida em comunidade. Mais precisamente sobre o método de Socrátes, que o tornou uma figura importante e que, ironicamente, o matou, na sua vontade de tornar o cidadão um ser autonomamente reflexivo e, sobre os objectivos do projecto “Conectando Mundos – Alterações Climáticas” na qual se relacionam, havendo algumas similitudes.
Tendo alguns conceitos sido questionados aquando da morte de Sócrates, resta saber o que mudou então? Voltarão a liberdade e a tolerância a ser postos em causa(como foi no caso de Sócrates)? Ou, terão os ideais de um espírito livre direccionado todo o cidadão para a reflexão como apoio à cidadania global?
Na Grécia Antiga, havia já quem se questionasse sobre a prática da cidadania: através da reflexão interior e intelectual do homem, como motor de uma comunidade social e politicamente estável.
Falo-vos de Sócrates. Sócrates foi um grande Filósofo na Grécia Antiga que fora condenado à morte por acusação de impiedade e de corromper os jovens. Ainda hoje se reflecte acerca da intolerância e privação de liberdade que se mostrava durante o seu julgamento pois, mais nada queria Sócrates do que permitir ao cidadão ateniense a reflexão dos valores, ajudando-o a tirar, de si mesmo, opiniões próprias e claras de falsos valores. Através do seu método dialéctico, Sócrates pretendia que o cidadão fosse capaz de pensar, de tirar deduções correctas, enunciando a verdade por ele mesmo, em vez de lhe serem facultadas conclusões já elaboradas.
Até à data, a preocupação pela vida em sociedade tomou vários partidos e foi tema constante para outros filósofos e políticos. O surgimento de diversos problemas que afectam a comunidade mundial, como as questões ambientais, requerem uma inter-ajuda e colaboração dos cidadãos para que seja possível encontrar uma saída que favoreça grande parte da comunidade e que a faça progredir, positivamente. É aí que entra o projecto “Conectando Mundos”.
Este projecto, que se liga a questões de carácter ambiental, objectivava para a aquisição de um espírito reflexivo e crítico que apelasse à responsabilidade global, tal como Sócrates, movendo as pessoas para uma participação mais activa na sociedade, de forma a que todos nós nos apercebessemos da imensidão que, hoje, as alterações climáticas impõem. Fazia-nos reflectir sobre as nossas acções e, consequentemente, na influência que elas exerciam no que nos rodeia. Encaminhava e possibilitava meios, não concretos, a fim de chegarmos a conclusões que resultavam da nossa livre e consciente ponderação. E, de acordo com o próprio nome do projecto, pretendia a unificação dos saberes e metalidades dos diversos “mundos”.
Todo o conhecimento gerado pelo cidadão comum, como fruto da reflexão dos seus valores e da sua consciencialização, permite o crescimento de uma cidadania sustentável e equilibrada. Cada cidadão representa a raiz que sustenta toda a sociedade.
Tendo a relevância que este assunto tem no futuro do planeta, um dos objectivos passa por cada ser humano adquirir, na reflexão, o verdadeiro conhecimento ao qual, segundo Sócrates, virá de dentro: só o conhecimento que vem de dentro é capaz de revelar o verdadeiro discernimento.
Ambos, (Sócrates e o “Conectando Mundos”), pretendiam desenvolver, no índivíduo, o seu poder de pensamento, de conhecer e apreciar verdades como as de fidelidade, honestidade, sabedoria, responsabilidade, ou pelo menos, adquirir essa capacidade.
Neste contexto, a importância que a Filosofia tomou na vida do homem, como ser capaz de raciocinar, logo, conhecer, permite a integração da mesma na vida quotidiana. Pondo em dúvida certos valores e pressupostos, o homem caminha em direcção a conceitos distintos e esclarecidos que possibilitam a coexistência entre os seres vivos, respeitando e percebendo toda a sua complexidade.
Apesar de já ter passado muito tempo desde a condenação de Sócrates, por vezes ainda encontramos situações similares onde se é privado de dialogar e comentar, livremente (apesar de uma forma não tão rigorosa), sofrendo julgamentos de outros que vivem na ignorância de se acharem sábios. Todo o ser humano deve perceber que para uma vida em comunidade, que promova o desenvolvimento sustentável, é necessário fazer-se responsabilizar pelos caminhos que toma e quais as suas repercussões no meio em que vive.
O aquecimento global é actual e, por mais que se tente afastá-lo da realidade, por mais que certos grupos achem que se está a dar demasiada importância ao assunto, é preferível que, mesmo assim, a sociedade seja capaz de suplantar problemas, que cada ser humano seja capaz de reflectir por si só a fim de prever catástrofes naturais, demográficas, económicas, etc, mantendo o equilíbrio ecológico do nosso planeta, não comprometendo as gerações vindouras.
Realizado por:
Maria Inês Marques nº24
11º G – Línguas e Humanidades
Disciplina: Filosofia
Docente: Luísa Costa
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Informação às famílias
"Este flyer foi elaborado para dar a conhecer o nosso trabalho aos pais e a toda a comunidade" Carmito Leitão
A pergunta do século
Esta pergunta foi a vencedora num congresso sobre vida sustentável:
"Todo a gente 'pensa' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
É preciso começar... JÁ!...
Uma criança que aprenda o respeito e a honra dentro de casa e receba o exemplo vindo de seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusivé, em respeitar o Planeta em que vive...
terça-feira, 16 de junho de 2009
Obrigado pela informação
Testemunho aluna Encontro Regional de Santarém
A primeira actividade que fizemos conjuntamente e quando já estávamos todos foi falar dos objectivos do encontro. Depois foi a dinâmica de apresentação para nós dizermos quem éramos. Seguidamente fomos divulgar os trabalhos das várias turmas intervenientes no projecto.
Depois fomos todos conhecer e passear ao parque Ribeirinho do Aquapolis. A seguir fomos almoçar na cantina da escola e o almoço foi: uma sopa , arroz de pato e no fim fruta.
A seguir ao almoço fomos trabalhar em grupo, depois de trabalharmos fomos partilhar os resultados. Entretanto seguiu-se o lanche com umas sandes, sumo e uns bolinhos de manteiga apetitosos!
A seguir ao lanche continuámos as nossas tarefas e fomos fazer a leitura do manifesto conjunto que redigimos. Por último concluímos a nossa participação com uma largada de balões (no exterior) que a Patrícia nos deu, nós enchemos e os professores ataram. Eu gostei muito de ir e de fazer todas aquelas actividades programadas previamente no tempo e espaço.
Catarina Fernandes/ 3º ano
Turma B/ EB1 nº4 de Abrantes
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Manifesto do Encontro de Lamego
Somos alunos e alunas com idades compreendidas entre os 3 e os 17 anos do Externato S.tº António de Fafel, do Jardim de Infância de Lazarim, da EB/JI de Várzea de Abrunhais, da EB2,3 de Lamego e da Escola Secundária Latino Coelho.Todas e todos participámos na proposta educativa Conectando Mundos em que analisámos os modelos actuais de energia e de transporte e debatemos sobre o futuro do nosso planeta.
No dia 13 de Junho reunimo-nos na Escola Básica 2/3 de Lamego e estas são as nossas conclusões:
O nosso modelo actual de energia e de transporte tem trazido consequências catastróficas ao nosso Planeta e à humanidade, em especial às populações dos países em desenvolvimento.
Consideramos necessário questionar porque é que:
- há secas em alguns locais do mundo e noutros inundações excessivas
- há furacões e ciclones cada vez mais fortes
- as calotes polares estão a derreter
- muitas espécies de animais e vegetais estão em extinção
- tem aumento do número de incêndios e são feitas queimadas em lugares não apropriados
- a água potável começa a escassear
- as doenças respiratórias são cada vez mais frequentes e há árvores que são atingidas por doenças que não se conhecem
- há cada vez mais carros
- usa-se e abusa-se do papel e das impressões a tinta
- os pesticidas e herbicidas são muito usados na agricultura e nas limpezas
Queremos um modelo de energia e de transportes que promova:
- separar o material reciclável do restante lixo
- lançar as pilhas no pilhão e o vidro no vidrão
- poupar electricidade, desligando os electrodomésticos quando não são necessários, desligando a luz ao sair de casa, preferindo a ventoinha ao ar condicionado, evitando abrir a porta do forno
- poupar água, não deixando a torneira aberta, tomando banho de chuveiro, aproveitando a água da chuva para a rega ou para as limpezas
- caminhar quando as distâncias são pequenas e utilizar as bicicletas, o segway, o cavalo, a charrete e os transportes colectivos sempre que possível
- exigir a construção de ciclovias e estacionamentos para as bicicletas
- utilizar mais as escadas do que o elevador
- manter as ruas sempre limpas, limpar bem as matas e florestas e nuca lançar o lixo no rio
- plantar árvores adequadas ao tipo de solo e de clima e cuidar delas
- ter cuidado com as fogueiras ao ar livre
- fazer sugestões aos responsáveis das escolas, das indústrias e das autarquias para que invistam no florestamento e reflorestamento
- comprar alimentos frescos em vez de congelados e de preferência produdos locais
- não pescar peixinhos ainda filhotes
Mudar é difícil, mas é possível, necessário e urgente. Com as nossas opções de hoje construímos o que será amanhã.
Lamego, 13 de Junho de 2009
